E tem tratamento: dá pra viver sem esses sintomas. Faça o teste e veja, em 1 minuto, o seu índice de prioridade pra consulta.
As 4 primeiras são as perguntas que os pneumologistas usam pra avaliar o controle da asma. As outras 4 avaliam o risco de crise. No fim, você recebe um índice de 0 a 100% e o que pesou nas suas respostas.
Este teste não é diagnóstico. Ele indica a prioridade de uma avaliação com base nas suas respostas, usando os critérios internacionais de controle da asma (GINA). A avaliação é feita na consulta.
Muita gente faz isso por medo: de viciar, de fazer mal, de o corpo acostumar. Só que existem dois tipos de bombinha, com funções completamente diferentes. Uma é pra crise. A outra é pra impedir que a crise venha.
Usar só a de alívio deixa você mais exposto a crises fortes, porque a inflamação continua lá. Em alguns tratamentos modernos, um mesmo inalador faz as duas funções. Quem define o esquema certo pra você é o médico.
Importante: nunca pare ou troque a medicação por conta própria. Entender a diferença é o primeiro passo; ajustar o tratamento é na consulta.
Com a técnica errada, boa parte do remédio fica na boca e na garganta e não chega no pulmão. A pessoa acha que a asma não responde, quando o remédio nem chegou onde precisava.

O jato sai em alta velocidade e bate no fundo da garganta. O certo é apertar no começo de uma inspiração lenta e profunda.
Soltar o ar logo em seguida joga o remédio pra fora antes de ele se depositar. O certo é segurar a respiração por cerca de 10 segundos (ou o quanto conseguir).
É um tubo que encaixa na bombinha spray. Ele segura o remédio por alguns segundos, facilita a respiração no tempo certo e diminui o que fica na boca.
Spray, pó, cápsula: cada dispositivo tem a sua técnica. Na consulta eu peço pra você usar a sua bombinha na minha frente e corrijo o que for preciso.
Ele não descobre por que a crise aconteceu e não ajusta o tratamento que evita a próxima. Por isso tanta gente melhora uns dias e volta pro PS semanas depois. Crise que leva ao pronto-socorro é sinal de asma fora de controle, e o que quebra esse ciclo acontece depois da crise.
Use os remédios da alta exatamente como foram receitados, até o fim, mesmo que você melhore antes.
É a janela recomendada pelas diretrizes. É quando a gente vê se a crise está mesmo resolvendo e começa a mudar o que levou até ela.
Infecção, alergia, poeira, mofo, mudança de tempo, esforço, ou um remédio de controle que foi parado. Sem saber o gatilho, a crise se repete.
Rever dose, tipo de bombinha e técnica. Muitas vezes a pessoa nem tinha um tratamento de controle.
O que fazer quando os sintomas começam, quanto usar e a hora certa de procurar ajuda.
Tratar asma só pelos sintomas é tratar no "achismo". A espirometria mostra o que está acontecendo de verdade no seu pulmão.

Você sopra com força num aparelho, e ele mede quanto ar você consegue soltar e com que velocidade. Depois repete o sopro após uma dose de broncodilatador. Com isso dá pra ver:
Quando é indicada? Pra confirmar o diagnóstico, quando os sintomas não melhoram, antes de mudar o tratamento e no acompanhamento periódico. No consultório também tem o FeNO, um exame de sopro que mede a inflamação das vias aéreas.
Tem uma coisa que todo paciente com asma deveria levar pra casa depois da consulta, e a maioria nunca recebeu: um plano escrito do que fazer na crise. Ele é o fechamento de uma consulta que começa assim:
Desde quando, com que frequência, o que piora, quais remédios você já usou e o que funcionou ou não.
Ausculta e, se indicado, espirometria e FeNO. Nada de exame à toa.
Você usa na minha frente, e eu corrijo a técnica. Às vezes só isso já muda o resultado.
Qual remédio usar, quanto, e a hora certa de procurar ajuda. A crise deixa de ser um susto e vira uma situação que você sabe conduzir.

Depois da primeira consulta, o retorno serve pra confirmar que a asma ficou controlada e, quando der, reduzir a medicação com segurança.

Médica pneumologista em Maringá-PR.
Meu trabalho é fazer a asma sair do centro da sua vida: menos crise, menos pronto-socorro, mais noites dormidas e mais escada subida sem parar no meio. Pra isso eu explico cada passo do tratamento, porque paciente que entende o próprio tratamento se trata melhor.
"Ajudo você a respirar com mais autonomia."
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